A web está morta´, diz Wired
SÃO PAULO - A edição de setembro da revista Wired está dando o que falar. O motivo é o artigo de capa da publicação, assinado pelo editor-chefe Chris Anderson e pelo Michael Wolff.
"A web está morta", anuncia o periódico. Mas os autores tratam de deixar clara a diferença entre web e internet, para não parecer que são adeptos das mesmas ideias do cantor Prince: "a web está morta. Vida longa à internet".
O texto explora a tendência de que o tráfego de dados na internet, ao menos nos Estados Unidos, já é muito mais ocupado por vídeos e troca de arquivos P2P do que pela World Wide Web.
Esse caminho para o qual a humanidade estaria caminhando é impulsionado principalmente pelo modelo de computação móvel do iPhone, segundo Anderson. "É um mundo onde o Google não pode dominar, onde o HTML não manda", afirma.
Um infográfico elaborado pela empresa Cisco a partir de dados da Cooperative Association for Internet Data Analysis (Caida) ilustra os argumentos dos jornalistas.
"Embora nós amemos o ambiente aberto e sem restrições da web, estamos abandonando-o por serviços mais simples e elegantes que simplesmente funcionam", diz Anderson.
Ele afirma que uma das mais importantes mudanças no mundo digital nos últimos anos foi a migração da "largamente aberta web" para plataformas semifechadas que usam a internet para transportar dados mas não o navegador para exibir. "Produtores e consumidores concordam: a web não é o ponto culminante da revolução digital", resume.
O artigo explica que esse novo paradigma reflete "o curso inevitável do capitalismo". Wolff diz que a web passou a ser controlada por poucas pessoas de mídias tradicionais, mais do que por empreendedores que pensam dentro da utopia coletivista da rede.
Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/internet/a-web-esta-morta-diz-wired-19082010-41.shl